Deus prometeu que um dia aniquilará todo o mal.
Esse ponto quebra diretamente o argumento de Epicuro no fator "tempo". Se o mal existe hoje, isso não significa que Deus tenha falhado.
O mal é temporário.
Deus tolera o mal pacientemente hoje para permitir o livre-arbítrio e o amadurecimento das pessoas, mas já determinou um prazo de validade para a erradicação definitiva de todo o sofrimento.
A linearidade do tempo e a justiça
A visão cristã entende a história de forma linear.
Ela tem um início, a Criação; um meio, a Redenção; e um fim, a Consumação.
A história caminha em direção a um momento em que a justiça triunfará definitivamente e o mal será expurgado da criação.
Também existe uma exigência de justiça moral: neste mundo, os maus frequentemente prosperam e os bons sofrem. A esperança cristã é que haverá um julgamento final, no qual a justiça será finalmente estabelecida.
A promessa bíblica da erradicação do mal e da dor
A Bíblia é repleta de garantias de que o mal atual é apenas um capítulo temporário e que o plano final de Deus envolve a destruição completa do pecado, da morte e do sofrimento.
Apocalipse 21:4:
«"Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem das coisas passou."»
1 Coríntios 15:25-26:
«"Porque convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte."»
Apocalipse 20:10 e 14 descreve o julgamento final, no qual o diabo, a morte e os agentes do mal são lançados no lago de fogo.
Isaías 11:9 afirma:
«"Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar."»
O sofrimento atual, portanto, não é um beco sem saída.
Na lógica bíblica, Deus tolera o mal temporariamente, mas o destino final do mal já está selado: ele será destruído.






