quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A resolução futura — o fim do mal Parte 4

Deus prometeu que um dia aniquilará todo o mal.

Esse ponto quebra diretamente o argumento de Epicuro no fator "tempo". Se o mal existe hoje, isso não significa que Deus tenha falhado.

O mal é temporário.

Deus tolera o mal pacientemente hoje para permitir o livre-arbítrio e o amadurecimento das pessoas, mas já determinou um prazo de validade para a erradicação definitiva de todo o sofrimento.

A linearidade do tempo e a justiça

A visão cristã entende a história de forma linear.

Ela tem um início, a Criação; um meio, a Redenção; e um fim, a Consumação.

A história caminha em direção a um momento em que a justiça triunfará definitivamente e o mal será expurgado da criação.

Também existe uma exigência de justiça moral: neste mundo, os maus frequentemente prosperam e os bons sofrem. A esperança cristã é que haverá um julgamento final, no qual a justiça será finalmente estabelecida.

A promessa bíblica da erradicação do mal e da dor

A Bíblia é repleta de garantias de que o mal atual é apenas um capítulo temporário e que o plano final de Deus envolve a destruição completa do pecado, da morte e do sofrimento.

Apocalipse 21:4:

«"Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem das coisas passou."»

1 Coríntios 15:25-26:

«"Porque convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte."»

Apocalipse 20:10 e 14 descreve o julgamento final, no qual o diabo, a morte e os agentes do mal são lançados no lago de fogo.

Isaías 11:9 afirma:

«"Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar."»

O sofrimento atual, portanto, não é um beco sem saída.

Na lógica bíblica, Deus tolera o mal temporariamente, mas o destino final do mal já está selado: ele será destruído.

Se Deus é bom, por que existe o mal? Parte 1

Parte 1

Se Deus é bom, por que existe o mal?

Paradoxo de Epicuro

Vez ou outra, essa pergunta surge nas redes sociais, nas aulas de filosofia, nas conversas entre amigos ou até no grupo de estudo da Bíblia.

Não é realmente uma resposta muito fácil de responder, tanto que, há muitos anos, vários pensadores, filósofos e teólogos debatem sobre o assunto. Mas quero dar a minha singela contribuição, respondendo a essa questão com alguns argumentos, não meus, mas que entendo serem suficientes, pelo menos como início, para responder satisfatoriamente a essa questão.

O Paradoxo de Epicuro, também chamado de Problema do Mal

A lógica do argumento

O raciocínio resume-se no dilema de que a presença do sofrimento no mundo contradiz a simultaneidade dessas qualidades divinas:

1. Onipotência — pode todas as coisas.
2. Onisciência — Deus tem ciência de todas as coisas.
3. Onibenevolência — bondade absoluta de Deus.

Se Deus quer acabar com o mal e não consegue, não é todo-poderoso.

Se consegue, mas não quer acabar com ele, não é totalmente bom.

Se não quer e não consegue, não é Deus.

O falso dilema: Epicuro erra ao ignorar uma terceira via

Para Epicuro, só há duas alternativas:

Deus não elimina o mal porque não quer ou porque não pode.

Porém, Deus pode ter um motivo moralmente justo para permitir temporariamente o mal, não se limitando apenas às opções de ser fraco ou mal.

Deus permite o mal, assim como um pai que leva seu filho ao dentista para um tratamento de canal. Para a criança, pode parecer que o pai é um homem mau, mas ela ainda não consegue ver que a dor que seu pai permite que ela sofra agora é para um bem maior.

O livre-arbítrio e suas consequências

Ninguém pode amar por obrigação. Tem que ser por decisão.

Se Deus fizesse o homem obrigado a amar, o amor não seria genuíno. Portanto, era necessário dar ao homem o direito de escolher amar ou não, fazer o bem ou não.

Para que o amor e a bondade humana sejam reais, o ser humano precisa ser livre.

Deus permite o mal como uma consequência inevitável da nossa liberdade de escolha, e não há verdadeira liberdade sem consequência dessa liberdade real.

Portanto, a existência de consequências, inclusive o sofrimento, não é uma falha do sistema, mas sim a prova de que a liberdade humana é real e profunda.

Se você tirar a consequência, você esvazia a liberdade.
Logo, o mal é a consequência da liberdade que o homem tem de escolher, inclusive o que é mal.

O amadurecimento da alma

O sofrimento e os desafios do mundo funcionam como uma escola. Eles são necessários para que virtudes reais, como a coragem, a compaixão e a superação, possam existir e se desenvolver.

O mal ou a tragédia não acontecem porque Deus é fraco ou cruel, mas porque certas qualidades humanas profundas só podem existir se forem forjadas no fogo da dificuldade.

Uma pessoa não amadurece por causa da dor em si, mas pela resposta psicológica e moral que é forçada a dar àquela dor.

A visão limitada

Nós temos uma perspectiva humana e de curto prazo.

Um Deus eterno e onisciente pode permitir um mal menor agora para garantir um bem muito maior no futuro, que nossa mente não consegue enxergar por completo.
Veja o exemplo do pai que leva o seu filho ao dentista.

Como Deus lida com o mal? Parte 2

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Como Deus lida com o mal?

Pelo menos de quatro maneiras.

1. A moral inerente — Lei Natural

Deus criou o homem dotado do bem. Deu-lhe uma moral inerente, de maneira que, mesmo sem conhecer Deus, ele tenha moral e possa escolher fazer o bem.

Por exemplo: tribos que nunca ouviram falar do Deus cristão, mas tinham em suas leis que matar sem motivo era crime, que deveriam honrar seus pais, que a poligamia era errada ou até que assediar uma mulher casada era errado.

Logo, o homem, mesmo sem conhecer Deus, pode escolher o bem.

Na filosofia, isso é chamado de Lei Natural, defendida por pensadores como São Tomás de Aquino.

Na teologia bíblica, esse conceito também aparece como Revelação Geral ou como a lei gravada no coração.

O suporte filosófico: a Lei Natural

São Tomás de Aquino, no século XIII, foi o filósofo que melhor estruturou essa ideia.

Ele argumentava que a Lei Natural é a participação da lei eterna de Deus na criatura racional. Aquino afirmava que, mesmo sem uma Bíblia, qualquer ser humano dotado de razão consegue discernir os primeiros princípios da moralidade, como "deve-se fazer o bem e evitar o mal", "não matar o inocente" e "proteger a família".

Para ele, essa consciência é universal e imutável.

C.S. Lewis, no século XX, desenvolve uma ideia semelhante em Cristianismo Puro e Simples, ao argumentar que diferentes povos e civilizações compartilham certos princípios morais básicos.

A ideia do Tao, porém, é desenvolvida de maneira mais ampla por Lewis em A Abolição do Homem. Nesse livro, ele usa o termo Tao para se referir a uma tradição moral objetiva e a princípios de valor que aparecem, de diferentes formas, em diversas culturas.

Lewis argumenta que essa moralidade comum aponta para uma lei moral que não foi simplesmente inventada por cada indivíduo.

O suporte bíblico: a Revelação Geral

Na teologia bíblica, esse conceito é chamado de Revelação Geral ou de lei gravada no coração.

Romanos 2:14-15:

«"De fato, quando os gentios, que não têm a lei, praticam naturalmente o que ela exige, tornam-se lei para si mesmos, embora não tenham a lei. Estes mostram que as exigências da lei estão gravadas em seu coração, disso dando testemunho também a sua consciência..."»

Paulo afirma, portanto, que mesmo aqueles que não receberam a lei formal podem demonstrar, por suas ações e por sua consciência, que possuem algum conhecimento do bem e do mal.

Gênesis 1:27 afirma que o homem foi criado à "imagem e semelhança de Deus".

Isso significa que a estrutura psicológica e espiritual do ser humano foi criada para refletir o caráter de Deus — justiça, amor e ordem — e é por isso que o ser humano, por assim dizer, sabe que o mal é errado.

Deus não criou o homem sem qualquer referência moral. O homem recebeu uma consciência que lhe permite reconhecer o bem e o mal e escolher entre eles.

A instrução divina — Revelação Especial Parte 3

2. A instrução divina — Revelação Especial

Deus deixou sua Palavra e suas leis para instruir o homem sobre o que é certo e errado.

Como a bússola moral interna do homem pode ser corrompida pelo egoísmo ou pela cultura, Deus forneceu uma "bússola externa" escrita: as leis, os mandamentos e as Escrituras.

Isso remove a ambiguidade e serve como um manual prático de conduta para expor e refrear o mal na sociedade.

Enquanto o primeiro ponto trata da bússola interna, a consciência, este segundo trata do manual externo, que serve para alinhar e corrigir essa bússola quando ela se desvia por causa do egoísmo ou da cultura.

A necessidade de uma revelação objetiva

São Tomás de Aquino argumentava que a Lei Natural nos dá as diretrizes gerais, mas a Lei Divina, encontrada nas Escrituras, é necessária porque o ser humano erra em seus julgamentos, precisa de uma referência objetiva e porque a revelação divina aponta para um destino que a natureza sozinha não consegue revelar.

Sem uma referência externa, a moralidade corre o risco de se transformar em relativismo cultural, em que cada sociedade decide o que é certo para si.

O suporte bíblico: a Palavra como luz e instrução

Salmo 119:105:

«"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho."»

2 Timóteo 3:16-17:

«"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra."»

Salmo 19:7-8:

«"A lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos."»

Deus, portanto, não deixou o homem tateando no escuro apenas com a intuição. Ele também revelou sua vontade de forma clara e objetiva.

O resgate sobrenatural — Jesus Cristo parte 5

4. O resgate sobrenatural — Jesus Cristo

Jesus, o Deus encarnado, se fez homem para que, de forma sobrenatural, o homem pudesse ser resgatado do mal, ter uma nova vida e praticar o bem.

Este é o ápice do contra-ataque ao mal.

Enquanto as leis educam o homem por fora, a encarnação e o sacrifício de Jesus agem por dentro.

O homem, por suas próprias forças, tem dificuldade de vencer o mal. A intervenção de Jesus oferece uma transformação mental e espiritual que capacita o indivíduo a praticar o bem em um nível superior.

O cristianismo não apresenta Jesus apenas como alguém que veio dar bons conselhos.

Ele veio resgatar o homem!

Deus não assiste ao sofrimento humano de braços cruzados do alto do céu. Ele entra na história, sofre junto com a criação e paga o preço para resgatar o homem por dentro.

O Deus que sofre

A resposta cristã ao sofrimento, portanto, não é apenas uma explicação filosófica abstrata.

Deus entra na própria história humana.

A cura da vontade corrompida

O homem sabe o que é o bem, possui uma consciência moral e recebeu leis que lhe dizem como agir. Mesmo assim, frequentemente lhe falta força moral para praticar aquilo que sabe ser certo.

A encarnação e a ressurreição são apresentadas como uma transformação espiritual.

Jesus não veio apenas ensinar o bem. Ele veio dar uma nova vida.

O suporte bíblico: encarnação, resgate e nova vida

Colossenses 1:13-14:

«"Pois ele nos resgatou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados."»

2 Coríntios 5:17:

«"Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!"»

Efésios 2:10:

«"Porque somos criação de Deus, realizados em Cristo Jesus para fazer boas obras, as quais Deus preparou antes para que nós as praticássemos."»

E Filipenses 2:6-7 apresenta a encarnação:

«"Quem, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia agarrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens."»

Conclusão

Unindo os quatro pontos, podemos construir uma resposta ao problema do mal:

Primeiro: Deus criou o homem com uma consciência moral, dando-lhe a capacidade de reconhecer e escolher o bem.

Segundo: Deus forneceu sua Palavra para instruir o homem, corrigir seus desvios e estabelecer uma referência objetiva para o bem e o mal.

Terceiro: Deus prometeu que o mal não será eterno. Existe um fim determinado para o sofrimento, a morte e o pecado.

Quarto: Deus, em Jesus Cristo, entrou na história humana para resgatar o homem do mal e transformar sua vida.

O problema do mal continua sendo uma questão difícil. Não conseguimos explicar cada sofrimento, cada tragédia ou cada morte.

Mas a resposta cristã não é a de que Deus criou o mundo, viu o sofrimento e simplesmente decidiu não fazer nada.

Ele criou o homem com liberdade, deu-lhe uma consciência moral, deixou sua Palavra, prometeu o fim do mal e, finalmente, veio ao mundo na pessoa de Jesus Cristo para resgatar o próprio homem.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Tema: Batismo nas águas


Objetivo:
Nessa aula você irá aprender a importância do batismo nas águas para a comunhão da igreja, a simbologia do batismo em águas, conforme exposição do Novo Testamento e compreender pela Palavra de Deus que o batismo nas águas não é um cerimonial facultativo, opcional, mas sim uma doutrina ordenada pelo Senhor Jesus.
 
Texto chave 
 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16.16)
 
Nota ao Professor: Não se assuste com a quantidade de texto. Lembre-se que a intenção não é que você fique lendo para os irmãos (a não ser que você prefira assim).  A quantidade de texto é para que você tenha argumentos para dar ás aulas. Você pode ler, ou deve ler, os tópicos que orientam o caminho a seguir. O restante do conteúdo serve de argumento. É a parte que o professor deve explicar. Por isso é muito importante que leia bastante e estude sobre o tema.
 
Uma sugestão: você pode sublinhar partes do texto para servir de base na hora da tua explicação. Qualquer dúvida por gentileza me procure.
 
 
 
Introdução:
 
Nessa aula, sequência dos primeiros passos, falaremos sobre o batismo nas águas. Ordenança que todo crente deve passar.
 
 
 
 
 
O que é o batismo:
 
O batismo é uma ordenança clara de Jesus para todo aquele que n’Ele crê: (Mateus 28.19)
 
 
 
É o selo da fé:
 
O batismo deve ser visto como um selo da justiça que vem pela fé, e evidentemente deve seguir a fé, como determinam as palavras finais de Jesus que se encontram registradas no evangelho de Marcos:
 
 
 
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.15,16).
 
 
 
Esta é a razão porque não batizamos e nem tampouco validamos o batismo de crianças; é necessário crer primeiro e então se batizar. Obedecemos ao princípio bíblico de consagrar os filhos ao Senhor, mas só os batizamos depois que puderem crer e professar sua fé.
 
 
 
É a circuncisão do coração:
 
No Velho Testamento, os judeus tinham como selo de sua fé a circuncisão; no Novo Testamento a circuncisão foi suprimida, sendo vista simbolicamente no batismo:  (Colossenses 2.11,12)
 
Hoje, esta circuncisão acontece no coração (Rm 2.28,29), e Paulo a relaciona com o batismo.
 
 
 
O batismo não salva é uma declaração da fé em Jesus.
 
O batismo não salva ninguém. Jesus disse que quem crer (e for batizado por crer) será salvo e quem não crer será condenado; note que ele não disse “quem não for batizado será condenado”, mas sim “quem não crer”.
 
O batismo segue a fé que nos leva à salvação, mas ele em si não é um meio de salvação. Veja o exemplo do ladrão que foi crucificado ao lado de Cristo. (Lc 23.39 a 43);
 
 O batismo, portanto, não salva, mas nem por isso deixa de ser importante e necessário.
 
 
 
É uma identificação com Cristo
 
O batismo tem um significado; além de ser um testemunho público da nossa fé em Jesus, ele fala algo. Na verdade, é o meio através do qual externamos que tipo de fé temos depositado em Jesus Cristo.
 
Quando falamos sobre a fé em Jesus, não nos referimos a crer que Ele EXISTE; é mais do que isto! A maioria das pessoas creem que Jesus existe, mas não entendem o que Ele FEZ. São duas coisas completamente diferentes; o que nos salva da perdição eterna e da condenação dos pecados é a obra de Cristo na cruz em nosso lugar. Ao morrer na cruz, o Senhor Jesus não morreu porque mereceu morrer; pelo contrário, como justo e inocente, Ele nos substituiu, sofrendo o que nós deveríamos sofrer a fim de que recebêssemos a salvação de Deus.
 
O batismo é o nosso testemunho da identificação com Cristo; ele revela não apenas que eu tenho fé, mas que tipo de fé eu tenho. Veja o que as Escrituras dizem: (Romanos 6.3,4).
 
Quando imergimos alguém na água, estamos simbolicamente declarando que esta pessoa foi sepultada com Jesus, e ao levantarmos esta pessoa das águas, estamos reconhecendo que ela já ressuscitou com Cristo para viver uma nova vida. Portanto, o batismo é onde reconhecemos que tipo de fé temos; uma fé que se identifica com Cristo e sua obra realizada na cruz.
 
 
 
QUEM PODE SE BATIZAR?
 
Para quem é o batismo? A explicação anterior responde esta indagação: para todo aquele que se identifica pela fé com o sacrifício de Cristo na cruz. Depois de ter reconhecido por fé a obra de Cristo, quando a pessoa passa a estar apta para o batismo? Quanto tempo ela tem que ter de vida cristã para poder se batizar?
 
A Bíblia responde com clareza estas questões. Em Atos 8.30 a 39, lemos acerca do primeiro batismo cristão apresentado em maiores detalhes na Bíblia. Neste texto, temos um modelo para a forma de batismo, e ali vemos que já na evangelização o batismo era ensinado aos novos convertidos, o que nos faz saber que ninguém deve demorar em se batizar após ter feito sua decisão de servir a Jesus.
 
Além disso, vemos também qual é o critério para que alguém se batize; quando o etíope pergunta: “Eis aqui água, que impede que eu seja batizado? ” A resposta de Felipe vem trazendo luz sobre o requisito básico para o batismo: “É lícito, se crês de todo coração” (At 8.36,37).
 
Quando a pessoa foi esclarecida sobre a obra (e não só a pessoa) redentora de Jesus Cristo, e crê de todo o coração (sem dúvida acerca disto), ela está pronta para ser batizada.
 
 
 
QUANDO SE BATIZA O NOVO CONVERTIDO?
 
Não há data estabelecida, somente os critérios que o recém convertido deve apresentar. No caso de Filipe e o etíope, foi bem rápido!
 
 
 
COMO SE BATIZA?
 
A palavra “baptismos” no grego significa: “imergir; mergulhar; colocar para dentro de”. No curso da história, por várias razões, apareceram outras formas de batismo, como aspersão e ablução (banho); entretanto, como o batismo é uma identificação com Cristo em sua morte e ressurreição, e é exatamente isto que a imersão significa, não praticamos outras formas de batismo.
 
Quando Felipe batizou o etíope, eles pararam em um lugar onde havia água. A Bíblia diz que ambos entraram na água (At 8.38,39). Certamente aquele eunuco viajava abastecido com água potável; se fosse o caso de praticarem a aspersão havia água suficiente naquela carruagem para isto, mas batizar é imergir! Não foi à toa que João Batista se utilizou do rio Jordão para batizar. Depois, mudou o local de batismo para Enom, perto de Salim, e razão para isto é descrita pelo apóstolo João em seu evangelho: “porque havia ali muitas águas” (Jo 3.23).
 
Não há lugar específico para o batismo, desde que aja água suficiente para a imersão.
 
 
 
Na bíblia não existe auto batismo. E quem pode batizar? Quem tem autoridade para isto? A ordenança de Jesus é clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).
 
Jesus mandou fazer discípulos e depois batizá-los. A ordem já subentende que quem faz o discípulo tem autoridade para batizá-lo. Felipe era apenas um diácono, fazendo o trabalho de evangelista; não era o pastor, e batizou! Paulo disse aos coríntios que não havia batizado quase ninguém entre eles; entendemos que mesmo se tratando de seus filhos na fé, ele provavelmente tenha passado esta tarefa a outros cooperadores, que não eram pastores. Por uma questão de ordem, normalmente os pastores são os que batizam, mas não são só os pastores que podem batizar. Não significa também que qualquer pessoa pode sair por aí batizando.
 
 
 
Qual a fórmula a ser seguida no batismo.  Para muitas igrejas, as palavras de Mateus 28.19 (“em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”) é a formula correta. Porém, vemos nesse texto, um princípio espiritual, mostrando a Trindade envolvida no batismo, mas a forma como os apóstolos obedeceram esta ordem nos dá a entender que eles não viram nas palavras de Jesus uma fórmula a ser repetida. Veja esses quatro exemplos:
 
 (Atos 2.38) (Atos 8.16) (Atos 10.38) (Atos 19.5)
 
 
 
Quando Jesus citou o Pai, Filho, e Espírito Santo no batismo, o fez dizendo que em nome deles se deveria praticar o batismo, e não necessariamente repetindo sua frase. A Bíblia não dá uma fórmula exata para ser dita no batismo, por que o mais importante é o que o batismo significa.
 
Se o significado é igual ao batismo que a Bíblia ensina, (como alguns itens que vimos acima) então pequenas variações no ritual não são um problema.  Batizar em nome de Jesus é igual a batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus é o Filho e sua autoridade é a autoridade de Deus (João 10:30). O Pai, o Filho e o Espírito Santo agem sempre em união porque são uma só pessoa: Ou seja, mais importante do que as palavras que são ditas (eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ou eu te batizo em nome de Jesus, ou de Cristo Jesus, ou do Senhor Jesus) é o porquê a pessoa está se batizando, quais princípios bíblicos e sob qual autoridade.
 
 Fazer algo em nome de Jesus é fazer com a autoridade de Jesus. Fazer algo em nome de Deus ou do Espírito Santo é fazer com a autoridade Jesus (pois são um). Quando um crente batiza outro, age como representante de Jesus. Essa pessoa não está dizendo que é Jesus; ele age com a autoridade que só Jesus pode lhe dar. Novamente, mais importante do que as palavras que serão ditas no batismo, é exercer a autoridade no batismo que nos foi dada em Jesus.
 
Então, eu posso dizer em nome de Jesus ou pela autoridade me dada por Jesus eu te Batizo ou em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Entende? Não importa as palavras, mas sob qual autoridade você batiza.
 
 

Conclusão
O próprio Jesus desceu às águas do batismo, dando assim início ao seu ministério terreno. Jesus, embora não tendo pecado ao submeter-se ao batismo identificou-se com o pecador. Ele também demonstra em público a disposição de cumprir o seu ministério. Se o próprio Jesus aceitou essa ordenança, quanto mais o discípulo deve com alegria, segui-la.
 
 
 
Por Josias Teles


sábado, 3 de maio de 2025

“Sete decisões que irão mudar a sua vida” por Mike Murdoch.



Primeira decisão:

- Decida ouvir a Deus. 

Leia e releia a bíblia todos os dias. O Espirito Santo vai te ajudar a lembrar dos textos na hora que ele quiser fala com você.

Deus fala através do desconforto, através da paz, da oportunidade.

 

Segunda decisão:

- Decida resolver problemas.

Quando Deus quer te abençoar ele coloca um problema para você resolver.

Os problemas são portas que se abrem para você conhecer pessoas e negociar com elas.

Você nunca será reconhecido pelos dons ou talentos, mas pelos problemas que você resolve.

 

Terceira decisão:

Mude o ambiente em que você está.

Mude as cores, a luz o som do ambiente. Crie um ambiente que te gere energia e motivação. Seus sentidos são portas para seus sentimentos.

 

Quarta decisão.

Descubra o seu propósito

Para saber o teu proposito, descubra no que você se destaca, o que você ama fazer, o que te gera energia e entusiasmo

O problema que você sabe resolver melhor que outras pessoas é o seu propósito.

Se você não sabe naquilo que você é bom, as pessoas nunca irão te procurar.

 

Quinta decisão.

Seja um aprendiz profissional

Todo homem sabe uma coisa que eu não sei.

Aprenda a ouvir.

 

Sexta decisão

Treine a sua equipe.

A maneira que você reage a uma ordem diz quem você é.

Todo o ambiente requer uma qualificação, o futuro requer qualificação.

 

Sétima decisão

Abrace a lei da semeadura.

Meu futuro é determinado por uma semente.

O tempo, a gentileza, o perdão, dinheiro são sementes

 

 

A resolução futura — o fim do mal Parte 4

Deus prometeu que um dia aniquilará todo o mal. Esse ponto quebra diretamente o argumento de Epicuro no fator "tempo". Se o m...