segunda-feira, 12 de maio de 2025

Tema: Batismo nas águas


Objetivo:
Nessa aula você irá aprender a importância do batismo nas águas para a comunhão da igreja, a simbologia do batismo em águas, conforme exposição do Novo Testamento e compreender pela Palavra de Deus que o batismo nas águas não é um cerimonial facultativo, opcional, mas sim uma doutrina ordenada pelo Senhor Jesus.
 
Texto chave 
 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16.16)
 
Nota ao Professor: Não se assuste com a quantidade de texto. Lembre-se que a intenção não é que você fique lendo para os irmãos (a não ser que você prefira assim).  A quantidade de texto é para que você tenha argumentos para dar ás aulas. Você pode ler, ou deve ler, os tópicos que orientam o caminho a seguir. O restante do conteúdo serve de argumento. É a parte que o professor deve explicar. Por isso é muito importante que leia bastante e estude sobre o tema.
 
Uma sugestão: você pode sublinhar partes do texto para servir de base na hora da tua explicação. Qualquer dúvida por gentileza me procure.
 
 
 
Introdução:
 
Nessa aula, sequência dos primeiros passos, falaremos sobre o batismo nas águas. Ordenança que todo crente deve passar.
 
 
 
 
 
O que é o batismo:
 
O batismo é uma ordenança clara de Jesus para todo aquele que n’Ele crê: (Mateus 28.19)
 
 
 
É o selo da fé:
 
O batismo deve ser visto como um selo da justiça que vem pela fé, e evidentemente deve seguir a fé, como determinam as palavras finais de Jesus que se encontram registradas no evangelho de Marcos:
 
 
 
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.15,16).
 
 
 
Esta é a razão porque não batizamos e nem tampouco validamos o batismo de crianças; é necessário crer primeiro e então se batizar. Obedecemos ao princípio bíblico de consagrar os filhos ao Senhor, mas só os batizamos depois que puderem crer e professar sua fé.
 
 
 
É a circuncisão do coração:
 
No Velho Testamento, os judeus tinham como selo de sua fé a circuncisão; no Novo Testamento a circuncisão foi suprimida, sendo vista simbolicamente no batismo:  (Colossenses 2.11,12)
 
Hoje, esta circuncisão acontece no coração (Rm 2.28,29), e Paulo a relaciona com o batismo.
 
 
 
O batismo não salva é uma declaração da fé em Jesus.
 
O batismo não salva ninguém. Jesus disse que quem crer (e for batizado por crer) será salvo e quem não crer será condenado; note que ele não disse “quem não for batizado será condenado”, mas sim “quem não crer”.
 
O batismo segue a fé que nos leva à salvação, mas ele em si não é um meio de salvação. Veja o exemplo do ladrão que foi crucificado ao lado de Cristo. (Lc 23.39 a 43);
 
 O batismo, portanto, não salva, mas nem por isso deixa de ser importante e necessário.
 
 
 
É uma identificação com Cristo
 
O batismo tem um significado; além de ser um testemunho público da nossa fé em Jesus, ele fala algo. Na verdade, é o meio através do qual externamos que tipo de fé temos depositado em Jesus Cristo.
 
Quando falamos sobre a fé em Jesus, não nos referimos a crer que Ele EXISTE; é mais do que isto! A maioria das pessoas creem que Jesus existe, mas não entendem o que Ele FEZ. São duas coisas completamente diferentes; o que nos salva da perdição eterna e da condenação dos pecados é a obra de Cristo na cruz em nosso lugar. Ao morrer na cruz, o Senhor Jesus não morreu porque mereceu morrer; pelo contrário, como justo e inocente, Ele nos substituiu, sofrendo o que nós deveríamos sofrer a fim de que recebêssemos a salvação de Deus.
 
O batismo é o nosso testemunho da identificação com Cristo; ele revela não apenas que eu tenho fé, mas que tipo de fé eu tenho. Veja o que as Escrituras dizem: (Romanos 6.3,4).
 
Quando imergimos alguém na água, estamos simbolicamente declarando que esta pessoa foi sepultada com Jesus, e ao levantarmos esta pessoa das águas, estamos reconhecendo que ela já ressuscitou com Cristo para viver uma nova vida. Portanto, o batismo é onde reconhecemos que tipo de fé temos; uma fé que se identifica com Cristo e sua obra realizada na cruz.
 
 
 
QUEM PODE SE BATIZAR?
 
Para quem é o batismo? A explicação anterior responde esta indagação: para todo aquele que se identifica pela fé com o sacrifício de Cristo na cruz. Depois de ter reconhecido por fé a obra de Cristo, quando a pessoa passa a estar apta para o batismo? Quanto tempo ela tem que ter de vida cristã para poder se batizar?
 
A Bíblia responde com clareza estas questões. Em Atos 8.30 a 39, lemos acerca do primeiro batismo cristão apresentado em maiores detalhes na Bíblia. Neste texto, temos um modelo para a forma de batismo, e ali vemos que já na evangelização o batismo era ensinado aos novos convertidos, o que nos faz saber que ninguém deve demorar em se batizar após ter feito sua decisão de servir a Jesus.
 
Além disso, vemos também qual é o critério para que alguém se batize; quando o etíope pergunta: “Eis aqui água, que impede que eu seja batizado? ” A resposta de Felipe vem trazendo luz sobre o requisito básico para o batismo: “É lícito, se crês de todo coração” (At 8.36,37).
 
Quando a pessoa foi esclarecida sobre a obra (e não só a pessoa) redentora de Jesus Cristo, e crê de todo o coração (sem dúvida acerca disto), ela está pronta para ser batizada.
 
 
 
QUANDO SE BATIZA O NOVO CONVERTIDO?
 
Não há data estabelecida, somente os critérios que o recém convertido deve apresentar. No caso de Filipe e o etíope, foi bem rápido!
 
 
 
COMO SE BATIZA?
 
A palavra “baptismos” no grego significa: “imergir; mergulhar; colocar para dentro de”. No curso da história, por várias razões, apareceram outras formas de batismo, como aspersão e ablução (banho); entretanto, como o batismo é uma identificação com Cristo em sua morte e ressurreição, e é exatamente isto que a imersão significa, não praticamos outras formas de batismo.
 
Quando Felipe batizou o etíope, eles pararam em um lugar onde havia água. A Bíblia diz que ambos entraram na água (At 8.38,39). Certamente aquele eunuco viajava abastecido com água potável; se fosse o caso de praticarem a aspersão havia água suficiente naquela carruagem para isto, mas batizar é imergir! Não foi à toa que João Batista se utilizou do rio Jordão para batizar. Depois, mudou o local de batismo para Enom, perto de Salim, e razão para isto é descrita pelo apóstolo João em seu evangelho: “porque havia ali muitas águas” (Jo 3.23).
 
Não há lugar específico para o batismo, desde que aja água suficiente para a imersão.
 
 
 
Na bíblia não existe auto batismo. E quem pode batizar? Quem tem autoridade para isto? A ordenança de Jesus é clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).
 
Jesus mandou fazer discípulos e depois batizá-los. A ordem já subentende que quem faz o discípulo tem autoridade para batizá-lo. Felipe era apenas um diácono, fazendo o trabalho de evangelista; não era o pastor, e batizou! Paulo disse aos coríntios que não havia batizado quase ninguém entre eles; entendemos que mesmo se tratando de seus filhos na fé, ele provavelmente tenha passado esta tarefa a outros cooperadores, que não eram pastores. Por uma questão de ordem, normalmente os pastores são os que batizam, mas não são só os pastores que podem batizar. Não significa também que qualquer pessoa pode sair por aí batizando.
 
 
 
Qual a fórmula a ser seguida no batismo.  Para muitas igrejas, as palavras de Mateus 28.19 (“em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”) é a formula correta. Porém, vemos nesse texto, um princípio espiritual, mostrando a Trindade envolvida no batismo, mas a forma como os apóstolos obedeceram esta ordem nos dá a entender que eles não viram nas palavras de Jesus uma fórmula a ser repetida. Veja esses quatro exemplos:
 
 (Atos 2.38) (Atos 8.16) (Atos 10.38) (Atos 19.5)
 
 
 
Quando Jesus citou o Pai, Filho, e Espírito Santo no batismo, o fez dizendo que em nome deles se deveria praticar o batismo, e não necessariamente repetindo sua frase. A Bíblia não dá uma fórmula exata para ser dita no batismo, por que o mais importante é o que o batismo significa.
 
Se o significado é igual ao batismo que a Bíblia ensina, (como alguns itens que vimos acima) então pequenas variações no ritual não são um problema.  Batizar em nome de Jesus é igual a batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus é o Filho e sua autoridade é a autoridade de Deus (João 10:30). O Pai, o Filho e o Espírito Santo agem sempre em união porque são uma só pessoa: Ou seja, mais importante do que as palavras que são ditas (eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ou eu te batizo em nome de Jesus, ou de Cristo Jesus, ou do Senhor Jesus) é o porquê a pessoa está se batizando, quais princípios bíblicos e sob qual autoridade.
 
 Fazer algo em nome de Jesus é fazer com a autoridade de Jesus. Fazer algo em nome de Deus ou do Espírito Santo é fazer com a autoridade Jesus (pois são um). Quando um crente batiza outro, age como representante de Jesus. Essa pessoa não está dizendo que é Jesus; ele age com a autoridade que só Jesus pode lhe dar. Novamente, mais importante do que as palavras que serão ditas no batismo, é exercer a autoridade no batismo que nos foi dada em Jesus.
 
Então, eu posso dizer em nome de Jesus ou pela autoridade me dada por Jesus eu te Batizo ou em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Entende? Não importa as palavras, mas sob qual autoridade você batiza.
 
 

Conclusão
O próprio Jesus desceu às águas do batismo, dando assim início ao seu ministério terreno. Jesus, embora não tendo pecado ao submeter-se ao batismo identificou-se com o pecador. Ele também demonstra em público a disposição de cumprir o seu ministério. Se o próprio Jesus aceitou essa ordenança, quanto mais o discípulo deve com alegria, segui-la.
 
 
 
Por Josias Teles


sábado, 3 de maio de 2025

“Sete decisões que irão mudar a sua vida” por Mike Murdoch.



Primeira decisão:

- Decida ouvir a Deus. 

Leia e releia a bíblia todos os dias. O Espirito Santo vai te ajudar a lembrar dos textos na hora que ele quiser fala com você.

Deus fala através do desconforto, através da paz, da oportunidade.

 

Segunda decisão:

- Decida resolver problemas.

Quando Deus quer te abençoar ele coloca um problema para você resolver.

Os problemas são portas que se abrem para você conhecer pessoas e negociar com elas.

Você nunca será reconhecido pelos dons ou talentos, mas pelos problemas que você resolve.

 

Terceira decisão:

Mude o ambiente em que você está.

Mude as cores, a luz o som do ambiente. Crie um ambiente que te gere energia e motivação. Seus sentidos são portas para seus sentimentos.

 

Quarta decisão.

Descubra o seu propósito

Para saber o teu proposito, descubra no que você se destaca, o que você ama fazer, o que te gera energia e entusiasmo

O problema que você sabe resolver melhor que outras pessoas é o seu propósito.

Se você não sabe naquilo que você é bom, as pessoas nunca irão te procurar.

 

Quinta decisão.

Seja um aprendiz profissional

Todo homem sabe uma coisa que eu não sei.

Aprenda a ouvir.

 

Sexta decisão

Treine a sua equipe.

A maneira que você reage a uma ordem diz quem você é.

Todo o ambiente requer uma qualificação, o futuro requer qualificação.

 

Sétima decisão

Abrace a lei da semeadura.

Meu futuro é determinado por uma semente.

O tempo, a gentileza, o perdão, dinheiro são sementes

 

 

A oração faz o pregador


O Espírito Santo não se derrama através dos métodos, mas por meio de homens. Não unge planos, mas unge homens – homens de oração. O pregador tem que se esvaziar de si mesmo. Deve ter um zelo consumidor pela sua obra para salvar os homens. Sinceros, heroicos, compassivos, destemidos mártires têm que ser os homens que conquistam a geração e a moldam para Deus. Se são escravos do tempo, oportunistas, agradadores de homens, se têm respeito humano, se sua fé e sua palavra têm pouca profundidade, se sua abnegação pessoal é quebrada por qualquer fase do eu ou do mundo, não podem tomar conta nem da igreja nem do mundo para Deus.


O sermão real é feito no recinto secreto. O homem de Deus é feito no recinto secreto. A oração faz o homem, a oração faz o pregador, a oração faz o pastor. Todo pregador que não faz da oração um poderoso fator de sua própria vida e ministério é fraco como agente no trabalho de Deus e impotente para fazer prosperar a Sua causa nesse mundo.


Só a pregação crucificada pode dar vida. E a pregação crucificada só pode vir de um homem crucificado. A pregação que mata é a pregação sem oração. Sem oração, o pregador gera a morte e não a vida. O pregador que é débil na oração é débil em forças vivificantes.


Um devido conhecimento da língua onde o missionário vive, um temperamento moderado e cativante, um coração dedicado a Deus em recolhimento secreto, isso nos capacita, mais do que qualquer outro conhecimento e dons, a nos tornar instrumentos de Deus na grande obra da redenção humana.


- William Carey, missionário

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Pelas Frestas da Janela

Deixe o sol nascer no seu quarto escuro

Deixe a luz brilhar no seu velho mundo

E te tirar de lá, te arrancar do fundo,

Pra voce brilhar e ser luz no mundo


Raios de sol pelas frestas da janela

Querem entrar pra aquecer seu coração

A luz do mundo, que dá sentido a vida,

Te pega pela mão, diga:  Jesus, eu quero!


Deixe Deus entrar seu quarto escuro

E Jesus brilhar no seu velho mundo

E te tirar de lá, te arrancar do fundo,

Pra voce brilhar e ser luz no mundo


Raios de sol pelas frestas da janela

Querem entrar pra aquecer seu coração

A luz do mundo, que dá sentido a vida,

Te pega pela mão, diga:  Jesus, eu quero!


Josias Teles





quinta-feira, 20 de julho de 2023

Porque Estudar a Bíblia


 

Tema:  Estudo da Palavra

 

Objetivo: Que através do conhecimento e pratica da Palavra de Deus, os alunos deixem de ser meninos na fé, amadureçam e gerem frutos para o reino.

 

Texto chave: Mateus 4:4

 

Introdução:

Nessa passagem de Mateus 4:4, aprendemos que o homem não se alimenta só de pão, que dá saúde e força para o corpo, mais também precisa se alimentar da Palavra de Deus, que é alimento para o espírito.

Sem o estudo da palavra de Deus, o crente cresce deformado. Não cresce sadio, permanece um menino na fé, inconstante e imaturo. Por isso, eis alguns motivos para estudarmos a Palavra de Deus.

 

 

Devemos estudar a palavra de Deus:

 

- Para não errarmos o alvo.

A palavra “pecado” (do original grego "hamartia") significa ERRAR O ALVO, falhar em atingir a marca, falhar em alcançar a finalidade para a qual se foi criado. 

Precisamos conhecer a palavra de Deus para não pecarmos. Salmos 119:9-16

Jesus disse que os judeus erravam por não conhecer a palavra de Deus e o seu poder. Mateus 22:29

Como saberemos se estamos acertando o alvo se não conhecemos a palavra de Deus?

 

- Para sermos aperfeiçoados e conhecermos a Deus

Só poderemos guardar a palavra de Deus se a conhecermos e só a conheceremos se estudarmos. E só assim poderemos conhecer realmente a Deus e sermos aperfeiçoados por ele. 1 João 2:3-6

 

- Para sermos fortes espiritualmente:

Em 1 João 2:14 encontramos a afirmação que os jovens venceram o maligno e razão pela qual conseguiram a vitória, foi justamente o fato de que a palavra estava neles, ou seja, haviam se alimentado da palavra de Deus e não estavam mais sendo derrotados pelo pecado e tentações.

 

- Para obter a certeza da salvação:

As promessas e garantias de Deus pra nós, terão pouco valor se permanecerem fechadas dentro da Bíblia. A Bíblia é a única fonte de certeza de salvação, então é preciso lê-la e estudá-la.            I João 5:13.

 Ninguém poderá ter certeza das coisas de Deus, enquanto limitar-se aos próprios pensamentos, pois, como a Bíblia ensina o conhecimento de Deus não vem por muito pensar, mas pela sabedoria de Deus. – A bíblia. I Cor. 1:21

 

- Para obter confiança e poder na oração:

O estudo bíblico nos concede poder na oração, pois ao estudarmos a Bíblia, ficamos conhecendo a vontade de Deus e consequentemente aprendemos a orar.  João 15:7  - Tiago 4;3

 

- Para que tenhamos paz:

Uma das evidencias sobrenaturais da vida cristã é a paz que sentimos e que excede todo entendimento, quando as circunstâncias da vida só inspiram preocupações e temores. João 16:33 - Fil 4:7

 

- Para obtermos orientação nas decisões do dia-a-dia e termos uma vida estruturada:

Guardar os princípios bíblicos e viver por eles para não sermos enganados por emoções e pressões do dia-a-dia. Salmos119: 05 – Mateus 7:23-29

 

- Para obter capacidade para testemunhar:

Todo cristão genuíno quer dar frutos e testemunhar de Cristo aos outros, mas isso se torna muito difícil l se ele não tiver pelo menos o conhecimento básico da bíblia para argumentar. I Pedro 3:15

 

- Para ser bem sucedido na vida:

A meditação diária na palavra de Deus produz o sucesso que todos desejam: Salmos 1Josué 1: 08

 

 

Que a partir de hoje, nos tornemos famintos pelo conhecimento da palavra de Deus. Que venhamos estudar e praticar a sua palavra.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Jesus era comunista?


Vou expor alguns fatos e você poderá julgar como quiser.

Primeiramente, é importante destacar que Jesus não pode ser considerado comunista, pois o conceito de comunismo não existia em seu tempo. Assim, ele não poderia defender uma ideologia que ainda não havia sido formulada. Atribuir a Jesus ideias comunistas ou semelhantes perde todo o sentido diante desse fato. 

Alguns podem argumentar que o comunismo se baseou nos ensinamentos de Jesus. No entanto, essa afirmação também não é correta.

Para esclarecer a origem do comunismo, deixo que Karl Marx explique: 

“Os postulados teóricos dos comunistas não se assentam, de maneira alguma, em ideias ou princípios inventados ou descobertos por este ou aquele reformador do mundo.” (Manifesto Comunista)

Se entendi corretamente ao ler essa obra, a ideia comunista surge de várias partes do mundo, refletindo os anseios do proletariado insatisfeito com a burguesia. Ou seja, não se pode atribuir essas ideias a um único indivíduo, nem mesmo a Marx.

Portanto, afirmar que Jesus tem alguma relação com o comunismo não se sustenta.

Porém, a questão que, para mim, encerraria toda a narrativa que diz que Jesus era comunista é a relação entre o materialismo e a filosofia comunista. O materialismo, que afirma que só existe a matéria e nada mais, é uma das bases do comunismo. Além disso, o próprio autor do Manifesto Comunista é ateu. A pregação de Jesus, por outro lado, é sobre um reino espiritual e um Deus invisível e onipotente, o que contrasta diretamente com a ideia materialista do comunismo.

Se Jesus fosse comunista e pregasse as suas ideias, estaria pregando contra sua própria natureza divina — seria como Deus pregando contra a existência de Deus

Portanto, não há como afirmar que Jesus era comunista ou que ele pregou seus princípios.

É importante ressaltar que, atualmente, o comunismo como partido tem pouca expressão no Brasil. 

No entanto, as ideias comunistas são disseminadas por vários partidos de esquerda. Não é exagero dizer que O Manifesto Comunista se tornou uma espécie de "bíblia" para os defensores das ideologias da esquerda.

Na Bíblia cristã, podemos ver claramente os ensinamentos de Jesus. Ele falava sobre o reino de Deus e, embora os judeus enfrentassem um momento político complicado sob o domínio romano, Jesus não se aliou a nenhum partido ou causa material. Sua preocupação estava na vinda do reino eterno e não em estabelecer um reino neste mundo — pelo menos não naquele tempo.

Já, Karl Marx via a luta de classes como uma constante na história da humanidade. Ele afirmava que 

"toda a sociedade se divide mais e mais em dois grandes campos inimigos, em duas classes frontalmente opostas: a burguesia e o proletariado" (Karl Marx, O Manifesto Comunista). 

Para Marx, existiam duas classes principais: os burgueses, que dominaram ao longo da civilização, e os proletários, que sempre foram oprimidos por eles. Segundo sua perspectiva, a única forma de construir um mundo justo seria por meio da revolta do proletariado contra os opressores burgueses. A partir dessa revolução, um governo proletário poderia transformar a sociedade.

Ele também afirmava que

 "o objetivo imediato dos comunistas é o mesmo de todos os demais partidos proletários: a constituição do proletariado como classe, a derrubada da dominação burguesa e a conquista do poder político pelo proletariado" (Karl Marx, O Manifesto Comunista). 

Para Marx, os proletários são homens trabalhadores e virtuosos, enquanto os burgueses são caracterizados pela ganância e pela opressão.

As ideologias políticas, incluindo o comunismo, geralmente defendem que o homem é bom por natureza e que suas ações podem transformar a sociedade em um lugar mais justo. 

Em contrapartida, Jesus ensinava que o homem está corrompido pelo pecado e que a única maneira de se regenerar é aceitando-o como único e exclusivo salvador, tornando-se assim filho de Deus. Como consequência dessa fé, as boas obras surgiriam naturalmente na vida do crente, promovendo uma sociedade mais justa.

A caridade, as ações sociais e o cuidado com os mais pobres são frutos de um homem regenerado pelo poder do sangue de Jesus na cruz. 

Assim, fica claro que Jesus e a ideologia comunista partem de premissas diferentes sobre como tornar o mundo mais justo. Enquanto o comunismo vê o homem como inerentemente bom, Jesus nos alertou sobre a maldade inerente ao ser humano e sua incapacidade de se autorregenerar. e que a verdadeira transformação só acontece através da fé nele.


Uma das principais distinções entre os ensinamentos de Jesus e os princípios do comunismo é a questão da revolta. O comunismo defende a insurreição do proletariado contra a burguesia, enquanto Jesus nunca incentivou qualquer tipo de revolta, mesmo diante da opressão que o povo judeu enfrentava sob o domínio romano.

Além disso, o comunismo fragmenta a sociedade em classes: proletários e burgueses, negros e brancos, homens e mulheres, nós e eles. Em contraste, Jesus não faz acepção de pessoas. Ele nos ensina a amar todos de maneira igual, incluindo até mesmo nossos inimigos.

O comunismo propõe que os mais pobres (proletários) tomem as posses dos mais ricos (burgueses) para criar um mundo mais justo. Jesus, por outro lado, nos ensinou sobre a importância da generosidade e da partilha, como quando dividiu o pão com aqueles que tinham pouco.

Portanto, fica claro que as diferenças entre os ensinamentos de Jesus e o comunismo são profundas. Se você olhar com sinceridade, perceberá que Jesus não foi comunista, não é e nunca pregou o comunismo.

Se você se considera cristão e também se identifica como comunista ou alinhado à esquerda—ideologias que muitas vezes têm raízes no comunismo—é essencial refletir sobre essas questões. 

Não se baseie apenas neste texto; aprofunde-se nas Escrituras: leia a Bíblia, os evangelhos e as cartas dos apóstolos. Além disso, examine as ideias comunistas e os estatutos dos partidos que você defende.

Como disse o Apóstolo Paulo em sua segunda carta aos Coríntios (6:14-15): 

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?"


Josias Teles





quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Ser igreja, ser templo

Uma mão fora do corpo não é um corpo; é apenas uma mão. Da mesma forma, uma pessoa que não congrega com outras não é igreja; é apenas uma pessoa.

 

É importante esclarecer essa confusão.

 

Quando a Bíblia se refere à igreja, está falando de um grupo de pessoas que se reúnem em um determinado lugar, e não de um indivíduo isolado. A verdadeira essência da igreja está na comunhão e na união entre os membros.

 

As pessoas costumam confundir I Coríntios 1:19, acreditando que, por sermos o templo do Espírito Santo, somos uma "igreja ambulante". No entanto, nesse versículo, Paulo exorta a igreja a viver em santidade, pois o Espírito Santo habita em seu meio. Ele faz uma comparação entre nosso corpo e o templo do Antigo Testamento. O templo era um lugar sagrado e, para que Deus habitasse nele, era necessário zelo, dedicação e temor em seu cuidado.

 

Da mesma forma, devemos tratar nossos corpos com o mesmo respeito e atenção. A ideia é cuidar de nosso corpo como se faz com o templo do Antigo Testamento: com zelo e temor, evitando que impurezas entrem nele.

 

Neste contexto, o templo não tem relação direta com a igreja.

 

Em Atos 17:24, Paulo não está afirmando que não precisamos congregar em igrejas, pois Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Ele está contrastando o verdadeiro Deus com os falsos deuses adorados pelos gregos, enfatizando que o Deus que ele pregava não é limitado por espaço ou tempo.

 

Você é a igreja no trabalho, no ônibus, na rua e na escola, pois representa a igreja onde quer que vá. Não se trata de uma igreja isolada; você é um representante do Reino de Deus nesta terra. Nesse sentido, você é a igreja. Fora disso, é heresia. Lembre-se do que diz Hebreus 10:25.

 

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz à igreja.

 

Josias Teles

Tema: Batismo nas águas

Objetivo: Nessa aula você irá aprender a importância do batismo nas águas para a comunhão da igreja, a simbologia do batismo em águas, confo...