2. A instrução divina — Revelação Especial
Deus deixou sua Palavra e suas leis para instruir o homem sobre o que é certo e errado.
Como a bússola moral interna do homem pode ser corrompida pelo egoísmo ou pela cultura, Deus forneceu uma "bússola externa" escrita: as leis, os mandamentos e as Escrituras.
Isso remove a ambiguidade e serve como um manual prático de conduta para expor e refrear o mal na sociedade.
Enquanto o primeiro ponto trata da bússola interna, a consciência, este segundo trata do manual externo, que serve para alinhar e corrigir essa bússola quando ela se desvia por causa do egoísmo ou da cultura.
A necessidade de uma revelação objetiva
São Tomás de Aquino argumentava que a Lei Natural nos dá as diretrizes gerais, mas a Lei Divina, encontrada nas Escrituras, é necessária porque o ser humano erra em seus julgamentos, precisa de uma referência objetiva e porque a revelação divina aponta para um destino que a natureza sozinha não consegue revelar.
Sem uma referência externa, a moralidade corre o risco de se transformar em relativismo cultural, em que cada sociedade decide o que é certo para si.
O suporte bíblico: a Palavra como luz e instrução
Salmo 119:105:
«"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho."»
2 Timóteo 3:16-17:
«"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra."»
Salmo 19:7-8:
«"A lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos."»
Deus, portanto, não deixou o homem tateando no escuro apenas com a intuição. Ele também revelou sua vontade de forma clara e objetiva.

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